sábado, agosto 01, 2026

Chama-me á razão.

 

 

Eu nunca acreditei em amor á primeira vista. Sequer cria em paixão assim repentina. Mas, naquele instante em que o meu olhar alcançou-te ao longe, tudo em mim reiniciou. O meu coração esqueceu todas as lições do passado e eu desafiei todas as leis ao permanecer ali a teu lado. As tuas palavras inundaram a minha alma e pareciam uma melodia de acordes perfeitos, sem importar sequer o que os teus lábios pronunciavam. Tu sorriste, escondendo o semblante, e mesmo assim, o mundo parou naquele momento. Por largos minutos cessei a audiência dos teus lamentos e copiosas memórias de outra vida e só conseguia vislumbrar o quanto eu seria o epítome de felicidade se por algum milagre divino, o teu coração resolvesse emaranhar-se no meu. Tentei perceber, sem grande resultado, como alguém poderia querer terminar a ligação com a definição de sonho que perante mim estava presente. Todos os meus pensamentos e tentativas de entrelaçar os meus sentires em ti parecem-me infrutíferos quando tudo te remete para ontem. Formaste nós no teu amâgo que eu tenho tentado desfazer, mas a tua resistência tem tornado a minha tarefa hercúlea e sobrehumana. Seria o teu nome equiparável ao conquistador alexandrino e por isso fora do meu alcance? Sou demasiado pequena para sonhar com algo etéreo como tu. Apelidaste-me carinhosamente de anjo da guarda quando para mim tens sido Lúcifer, simbolizando pecado, luxúria e medo. E, relutantemente, devo admitir que está na altura de recolher as minhas asas e voar para longe de quem não está nem nunca estará destinado a mim... 

sábado, abril 04, 2026

The one and only.

 

 

Encontrava-me vagueando pelos dias solitários, perseguindo sombras de um sonho há muito esquecido. Todos os caminhos que escolhi foram apenas ilusões até ao dia em que o destino permitiu que nos conhecêssemos. Seguraste na minha mão, entrelaçando-a na tua, como se soubesses desde sempre que todas vezes que o meu coração partiu, eu estaria mais próxima do teu. Qualquer estrada que eu tenha percorrido, levou-me até á tua brilhante e singular luz. A minha alma tem esperado pacientemente por um amor puro e inconfundível que preencha o meu peito de conforto e segurança, um amor digno de ser glorificado e imortalizado. Quando tu sorris, o mundo inteiro parece que abranda só para sorrir contigo. Talvez seja para sentir o meu peito parar e perder-se no teu semblante. És como uma canção suave e romântica que ninguém conhece e que eu entoo cada segundo como um hino em tua honra. Cada momento que passo ao teu lado, cada minuto, cada hora, cada dia, sugere que estou a conhecer-te pela primeira vez e a descobrir detalhes mais fascinantes progressivamente. Se este amor estiver fadado a acontecer, eu dar-te-ei toda e qualquer ínfima parte de mim. Toda eu serei corpo, coração e alma para ti. Permite que te recorde do resplendor, do fulgor, do lume que a tua alma transmite quando és inteiro. Consente que te relembre do amâgo deslumbrante que possuis e que jamais abandonarei ou relegarei para segundo plano. Autoriza, por favor, que te mostre como é ser o foco de um amor tão intenso e verdadeiro e entregar-te mais e mais felicidade todos os dias em que nos perdermos das horas nos braços um do outro. Aquiesce que te entregue sem pudor uma entrega, uma devoção e uma dedicação semelhante áquela tu consignas. Talvez eu estivesse perdida antes de entrarmos na vida um do outro. Quiçá o amor era somente uma porta, esperando pelo dia que tu passarias por ela. Agora, cada paragem que fazemos, cada instante passado no deleite da companhia do outro parece correr contra as horas que o relógio marca. Doravante, as estrelas acima de nós parecem brilhar somente para nós. O sol, envergonhado, pede-nos licença para nascer. O mar aplaude-nos com a força das suas ondas a rebentar nas pedras da praia. Ficas comigo para sempre? Posso guardar-te no cantinho mais especial do coração? Todos os anos em que te procurei incessantemente fizeram-te enredar a tua existência na minha. Contigo a confusão que guardo no meu peito remete-se ao silêncio. Acalmas os meus medos e apagas a menina insegura que cresceu comigo. O meu amor é teu. Posso fundi-lo com o teu? Alma com alma, corpo com corpo, coração com coração? Para sempre. 

 

 

 


quinta-feira, janeiro 22, 2026

Abandonar quem se (g)ama.

 

 

 
 Ele não precisa do meu amor. Ele não quer guardar o meu coração na palma da mão. Não precisa das minhas palavras nem tampouco dos meus suspiros. Não sentirá falta das minhas declarações de amor nem dos meus poemas épicos. Não, ele consegue ficar extremamente tranquilo sem saber de mim porque ele aprendeu a separar o mundo dele das emoções de amores avassaladores, aprendeu a ser independente, a não desmoronar quando alguém vai embora. Ele não sente a minha falta nem tem saudades do meu abraço ou dos meus beijos ardentes. Ele sabe preencher a minha ausência com corpos gastos, três ou quatro cigarros e dois tragos de whisky. Ele não sentirá falta do meu amor intenso. Por que deveria? É apenas a minha imaginação, o quão iludida sempre fui, a minha absurda entrega desmedida, não aprender a amar menos e a dar somente o que recebo. Lembras-te quando lhe disseste "eu amo-te" e ele retorquiu " eu gosto de ti"? É o castigo que mereço por entregar tanto a quem não merece um pingo de sentimento. Ele não precisa do meu sentir, nem vai deixar de dormir se eu ficar em silêncio um dia. Eu não o faço perder o sono, ele provavelmente deixa-o ir pensando em outra alma. Se ele não manda mensagem é porque não quer, se não telefona é porque não quer, se não me entrega presença é porque não deseja estar ao meu lado. Ele não precisa do meu amor, nem chorará ou lamentará eu não estar ao lado dele. O melhor é guardar os pedaços do meu coração e abandonar este (g)amor. 

domingo, janeiro 04, 2026

Emoções avassaladoras.

 

 

Sinto-me derrubada pelas ondas deste afecto que rebentam contra as memórias de nós, destruindo a minha esperança de voltarmos a estar juntos. Ainda te sinto no meu abraço como se nunca te tivesse perdido. Permaneço envolta neste silêncio relembrando a verdade que não consigo negar: tínhamos tudo para ser perfeitos um para o outro até te esqueceres de todos os motivos porque este amor seria ideal.  Esta saudade ainda ecoa o teu nome e estou perdida neste amor que morre lentamente na tua falta. Este distanciamento continua a partir diariamente o meu coração, mantendo-me ligada a alguém que me esquece pouco a pouco enquanto eu permaneço refém das memórias onde nos amamos. Eu abraço o teu fantasma com cada batimento do meu coração e tento não perder a lembrança visual do teu sorriso ou da sensação da tua sombra impregnada na minha pele. Amar-te tornou-se na âncora que me impede de afundar sempre que a saudade arranha a alma. Despedir-me de ti far-me-ia sentir que estaria a dizer adeus a partes de mim. Eu ainda oiço a tua poderosa e imponente voz nas noites frias antes de adormecer. Eu ainda consigo sentir o teu toque como uma história interminável que conto a mim mesma diariamente. A tua silhueta ainda permanece nas minhas formas ainda que há muito tenhas partido de mim. Eu ainda tento refazer todos os teus passos numa tentativa vã de não permitir que o meu cerne te esqueça. Trinta e dois dias sem me perder nos teus beijos cor de avelã deixa-me desesperada neste amor unilateral. Cinco semanas sem sentir a tua respiração no meu pescoço faz-me olvidar os meus batimentos cardíacos. Eu quase trocaria fôlegos de vida para poder voltar áqueles momentos em que me encaixei num molde perfeito nos teus braços fortes que me agarravam tão bem. Perderia momentos para sentir novamente a tua mão entrelaçada na minha naquela tarde de feriado em que o tempo parou. Eu só te sentia e via a ti. Eras o meu foco. O mundo cessou de existir no momento em que me pediste um abraço e eu senti-me tão segura. O tempo parou no momento em que, saída dos teus braços, beijaste-me com um ardor e uma intensidade que me fez esquecer quem sou e fez-me questionar porque não cheguei aos teus lábios mais cedo. Tu eras o meu fogo e a minha luz. A minha intensidade resplandecia em fusão com a tua. O meu lado sombra mesclava-se com o teu numa união de almas perfeita. Fomos uma simbiose única e irrepetível. Estou aprendendo lentamente que sentir esta saudade avassaladora pode quebrar-me, mas não me irá matar. Onde estarás tu, minha escuridão absoluta? Eu não consigo deixar de amar-te, mesmo que tente. Na nossa escuridão tu eras a minha luz, a minha claridade. Agora permaneço sozinha e abandonada no silêncio da noite. A quietude é um veneno. Ás vezes, ir embora quando o que mais queremos era ficar, é um fogo que nos consome fatalmente.  

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Epítome de perigo.

 

Levas-me ao paraíso num dia, no seguinte arrastas-me até ás profundezas do umbral mais sombrio. Será assim a montanha-russa emocional deste amor tão intenso que sinto por ti? Eu ouço o meu coração a bater sozinho quando desejava bombear este sentir encostado ao teu. É um som solitário e angustiante que se esconde dentro do meu peito. E eu sei, embalada pela tua ausência, que este amor é sério á medida que o mesmo engole a minha alma nesta saudade atroz. A paixão é tão forte que o meu coração quase grita por um amor que parecia tão real. Posso confiar em ti, meu anjo? Tu és o epítome de perigo. Um sentimento assim tão ardente assusta-me veementemente. Sinto-me sozinha nesta ausência tua que me consome. É aterrador não saber se algum dia vou voltar a ver-te e sentir-te. É pavoroso não ter certezas se voltarei a provar o teu beijo pujante ou o calor do teu abraço forte que me envolvia e guardava num lugar seguro. O céu é mais azul quando eu te vejo, o mar infinitamente mais poderoso, o sol brilha com mais paixão e as estrelas reluzem com o dobro do ímpeto. A tua presença torna tudo mais bonito e vibrante. Eu queria tanto sentir as tuas mãos ásperas e viris a envolver novamente a minha cintura, os teus braços robustos a prender-me junto ao teu tronco, a tua respiração a beijar o meu pescoço. Nesta noite solitária e escura, tudo o que eu almejava era poder expressar fisicamente esta conexão e este amor que me devora de dentro para fora com um fervor sem igual... 

domingo, dezembro 07, 2025

Nós poderíamos ter chegado ao céu.

 

 

 

Existe uma tempestade crescente no meu peito. Uma revolta que eu tentei aquietar, mas tu acendeste-a imprudentemente. Tu disseste para sempre em tons de promessa, mas qualquer palavra que pronunciaste deixou apenas uma sombra a pairar no ar. Eu entreguei-te pedaços de mim que não mostrei a ninguém. Tu transformaste-os em avisos tatuados na pele que queimam por dentro.  Tu deixaste-me sozinha como se estivesses a salvar-me de ti mesmo, mas eu ainda me contorço na dor e na verdade crua que me fizeste sentir. As memórias de mim nos teus braços fortes e viris estremecem diante dos meus olhos como um filme que me faz permanecer presa a ti. Todas as juras que quebraste voltam para mim em névoas de sentir esmagado pela saudade. Nós poderíamos ter chegado ao céu, atravessar as chamas do inferno juntos, mas tu deixaste-me a meio caminho a sonhar sozinha. Deixaste-nos perder. Eu relembro a minha ansiedade como se fosse uma menina a tremer perante a tua presença forte e intimidante, a vulnerabilidade a tomar conta de mim quando envolveste as tuas mãos na minha cintura como se eu pertencesse ao teu abraço. Contudo, cada beijo era apenas mais um fantasma do que eu desejava mas não poderia ter. Uma melodia que me vai assombrar o coração sempre que me lembrar o quanto te quis (e ainda quero). Eu tentei ser paciente e dizer ao meu amâgo para ter calma e aguardar pelo teu regresso, mas ele não quer ouvir. Eu vi os alertas vermelhos, ouvi a minha consciência a implorar-me para fugir, senti no meu peito o quanto eras a alma errada para a minha. Mesmo assim, eu confiei em ti, fechei os olhos e deixei-me cair. Amar-te pareceu ser algo sagrado ou destinado a acontecer, mesmo embrulhado em medos e receios. Todos os ecos no meu coração repetem sem fim o teu nome. Todas as lágrimas de saudade transformam-se no fim da face em diamantes que queimam na chama da tua ausência. Tu permitiste que o meu coração se magoasse e destruiste o futuro que estávamos destinados a construir. Tudo o que nos restou foi o que arrancaste de mim. O sorriso que dizias gostar, o receio embrulhado em amor, o toque suave e o fogo no olhar. Sei-o agora: permiti que o diabo me devorasse intensamente o ânimo, acreditando que estava protegida pelas asas de um anjo...

segunda-feira, dezembro 01, 2025

Abraço sentido.

 

 

Há presenças que nos curam de dentro para fora. Há abraços que nos remendam as feridas de dias passados. Curam medos e dissolvem tristezas. Não são abraços de faz de conta. E há beijos que remendam corações partidos. Não são beijos a fingir. São beijos de alma que te arrepiam a pele e entregam pequenas alegrias na palma da mão. São carinho e amor sem palavras. São o gosto de ti que não foi pronunciado. São o procurei por ti durante muito tempo, trocado pelos olhares. São a intensidade mascarada no silêncio dos suspiros. Os abraços e beijos que trazem consigo sentimento, transformam um peito magoado. Reanimam o corpo, o amâgo e sobretudo o coração calejado. Abraçar com amor é entregar colo e casa a quem precisa. É ser leveza em dias de tempestade. O amor tem que ser sentido na troca de carinhos, mostrado e demonstrado em cada toque e momento. Em cada dia, sem pressa, porque querer tanto alguém por perto é o que de mais bonito podemos sentir. 

sábado, outubro 11, 2025

O coração voltou a doer.

 

 

O coração voltou a doer. Dilacera o peito com a força de imensos golpes. Estava adormecido, entorpecido pela saudade em que havia mergulhado. Pensava, muito sinceramente, que tinha esquecido de sentir-te. Não magoava com intensidade ver o teu rosto, não angustiava a alma ouvir o teu nome nem oprimia os meus sentires lembrar-me da tua voz tranquila e pausada. Mas o coração acordou e gritou. Entrou em desespero quando voltou a ver o teu semblante e queria esticar-se para tocar no teu. Ele não sabia que tinhas guardado o coração no bolso. Não tinhas sentimentos. Não és capaz de voltar a sentir. Talvez sejas, mas não por mim. Não reconheci no teu olhar gélido o homem por quem me apaixonei perdidamente e encolhi o coração dentro do peito. Sussurrei-lhe que aquele ser maravilhoso que o fazia acalmar todos os medos e repousar na calma da sua companhia afinal não existia. Se calhar nunca existiu. Eu recolhi todas as minhas forças possíveis e evitei as lágrimas de deslizarem pelo meu rosto. O meu coração, infelizmente, não conseguiu evitar o choro por não encontrar naquele ponto de encontro o objecto do seu amor. Eu não te reconheci, nem ele. Aquela personagem tinha o teu rosto, a tua voz, o teu perfume, a camisa azul escura que eu adorava, a barba que me roçava no rosto e eu derretia-me de amores, as tuas mãos, as tuas palavras... mas não eras tu. O meu amor nunca seria capaz de pronunciar os vocábulos crueis que eu ouvi daquela boca. O meu amor nunca seria capaz de deixar-me no meio da rua a chorar e afastar-se sem olhar para trás. O meu amor nunca seria alma para partir-me o coração e rir desalmadamente enquanto eu sentia uma dor profunda e atroz a cortar-me o peito. Eu peço, eu oro, eu imploro que nunca mais tenha que olhar nos teus olhos enquanto me mentes que não queres outra pessoa, quando na verdade, tu só não querias que fosse eu! 

quinta-feira, outubro 09, 2025

Ainda te esp(qu)ero.

 

 

 Criei o cenário irrepetidas vezes na minha mente. Sonhei noites sem fim com as palavras que desejava ardentemente entregar-te e nunca julguei ter oportunidade. Escrevi no coração todos os vocábulos que pudessem provar o quanto o meu amor por ti consumia todo o meu ser, mesmo enquanto eu seguia os teus passos de longe. Nunca acreditei ser possível o dia que o meu coração voltaria a ouvir a tua voz, sentir o teu perfume e estremecer com o teu olhar penetrante. Sou frágil como desde o primeiro dia e o meu olhar não consegue deter-se em ti por mais que dois segundos sem eu desmoronar. Esqueci todas as letras que juntei para um dia colocar no teu colo. Sentia a tua frieza e a tua indiferença á distância. O teu peito que antes dizia bater por mim e querer passar todos os dias abraçado a mim, agora diz que tudo o que vivemos foi um engano e que corremos contra os ponteiros do relógio. O que o meu coração sentiu ao colar-se ao teu, dizes-me tu, foi precipitado e tudo o que nos resta é uma amizade. Não te sei dizer o que me partiu o coração em pedaços maiores, o pensamento de termos uma amizade em que te vejo esporadicamente e oiço o teu timbre que acalma o meu amâgo, em que posso perder-me no teu olhar, sentir-te tão perto quando tantas vezes assim o desejei mas sem poder tocar-te, sem poder rodear-me pelos teus abraços; ou se continuo a preferir a tua ausência e resguardar-me nos momentos maravilhosos em que sentia seres meu, em que me perdia nos teus beijos suaves, no teu toque demorado, nos teus braços que me protegiam de um mundo cruel e acutilante. A pessoa que eu confiei guardar-me e impedir a mágoa foi a mesma que me dilacerou e cuspiu-me, sem entender o dano que me causou e o quanto foi devastador tentar controlar os pensamentos que me diziam incessantemente para abraçar-te, pedir-te para não voltares a ir embora e para voltares a querer-me como naquela noite quente de Primavera. O meu coração volta a chorar depois de um mês em que quase te esqueceu, quase adormeceu na tua saudade e quase se embalou na tua inexistência. A tristeza toma conta de mim ao aperceber-me que tu continuas a existir, só deixaste de querer ser meu e de pertencer ao meu mundo...  

 

quinta-feira, setembro 25, 2025

I'm not a monster (but you are).

 

 

Permaneci presa no momento em que soltaste a minha mão sem qualquer tipo de remorso. Eu chorei tanto, mas tanto que quase me esqueci de respirar. E no meio das minhas lágrimas, tu apenas foste embora sem sequer olhar para trás. Não tentaste confortar os meus medos, nem te importaste em partir-me o coração. A única alma que te havia entregado amor incondicional e que tu despedaçaste sem piedade alguma. Isso não é ser um monstro? Alguém que merece todas as provas que a vida colocar no seu caminho? Sem dúvida que sim. Eu entendi naquele instante que a pessoa que eu mais amei foi também a mais cruel e insensível que alguma vez conheci. Não só revelou ter uma fauce desprovida de beleza, mas o que guardava dentro do peito, era ainda mais negro e distorcido. Se alguém como tu que nunca tinha sido amado em tantos Invernos de sacrificios consegue destruir um amor avassalador como o meu, de certeza que nunca seria o amâgo que me curaria. Um covarde que te abandona quando estás despedaçada e apavorada pela perspetiva da solidão não merece um pingo do amor que recebeu e neste momento oro com todas as minhas forças para que nunca volte a receber. É apenas um menino disfarçado de homem a brincar com sentires. A true monster, yes you are. 

quinta-feira, setembro 18, 2025

 

 


Eu vou guardar a versão de ti que cuidou de mim e amou-me e um dia quero esquecer a versão que me decepcionou e quebrou-me em pedaços. 

terça-feira, setembro 09, 2025

É amor, ainda é.

 

 



 

Eu não voltei a esperar por ti num canto esquecido da rua onde vives. Eu não voltei a escrever palavras com o teu nome. Não voltei a sentir o teu aroma inebriante impregnado na camisa que me ofereceste. Quase esqueci o som da tua voz e amaldiçoo-me constantemente por nunca ter pedido que me enviasses o teu timbre numa mensagem de audio. Mas não penses, nem por um segundo, que eu te esqueci ou que deixei de sentir-te. Mesmo não sendo eu a personificação do teu ideal de amor, eu continuo a desejar-te e a amar-te com cada fibra do meu ser. Aceitar-te-ia de volta em menos de um batimento de coração. Eu apenas resguardo-me. Resguardo-me nas lembranças, nos teus sorrisos espelhados nas fotos que te tirei imensas vezes para um dia mais tarde poder amenizar esta saudade que me devora. Escondo-me nas palavras que me acalmam o peito, aquelas em que dizias sentir amor por mim e que nunca conseguirias viver sem mim. Adormeço a dor nas memórias de nós, tentando ouvir ainda tatuada na minha alma a tua dicção quando me dizias "boa tarde" num tom de voz que me desarmava e fazia-me sentir a tua menina. Evito tudo o que me lembra de ti porque sei. Sei que se ouvir-te de novo, se voltar a ver-te mesmo que ao longe na tua mota enquanto te afastas para longe de mim, se reler as mensagens vezes e vezes sem fim, eu caio. Eu desmonto-me. Eu perco-me. Eu morro. Porque era amor verdadeiro. Ainda é. 

domingo, agosto 24, 2025

Deixar de amar-te.

 

 

Hoje decidi deixar de amar-te. Não vou voltar a ouvir este malfadado coração que chora e desespera pelo teu regresso. Vou arrancar-te do meu peito sem dó nem piedade. Deixar de sentir saudade de alguém que nos esqueceu é o derradeiro acto de amor. Como posso eu continuar a derramar sentimento por alguém que continuou os seus dias sem mim e demonstra estar perfeitamente feliz? Sinto-me tão insuficiente, mesmo quando tudo o que fiz foi demonstrar-te que eras digno de um amor intenso e puro. Sempre tentei de todas as maneiras entregar-te um sentir verdadeiro como nunca tinhas tido, fazer-te sentir objecto de desejo e, mais que  tudo, mostrar que o meu coração batia em uníssono com o teu. Devora-me esta angústia de não poder saber se o amor que dizias sentir por mim foi real ou tudo não passou de uma ilusão. O tempo que clamavas precisar sozinho, afinal era apenas uma desculpa para fugir de mim. Abandonaste-me quando prometeste que nunca o irias fazer. Sinto-me vazia quando tudo o que o meu coração implora é o teu retorno. A saudade de nós atormenta-me a cada dia e não sei se alguma vez voltarei a ser inteira. Ver-te na companhia de almas que não são a minha fazem o meu peito sangrar e apertar em desespero, impotente por não conseguir trazer-te de volta para o meu abraço. Como vou conseguir seguir a minha vida sem ti? O que faço agora a esta vulnerabilidade que eu lutei tanto para manter afastada de mim até tu prometeres que tomarias conta de mim mesmo que eu fosse menina frágil e sem defesas? Não sei como ultrapassar esta dor que me domina e dilacera os sentidos a cada hora que passa e não sentes a minha ausência. Tu dizias não saberes o que fazer se eu decidisse mandar-te embora. Agora fico eu aqui prostrada neste mundo cruel sem ti, sem ideia nenhuma de como continuar sozinha. Doí tanto passar os dias sem o teu beijo suave, sem o teu toque desacelerado, sem a tua calma apaixonante. Nunca pensei um dia ter que viver sem a tua companhia a que eu chamava casa. Nunca sonhei um dia ter que aprender a sobreviver sem as tuas palavras doces, sem o tom da tua voz que tenho lutado para não esquecer.  É assim que se sente quem perde o amor da sua vida? Sem vontade de respirar? Sem vontade de voltar a sentir seja o que for? Só peço ao universo que um dia retire esta maldita dor do meu peito e que eu volte a conseguir sorrir. Neste momento a dor que me abraça de cada vez que te vejo feliz sem mim é demasiada para suportar. Só quero fechar os olhos e adormecer... 

quinta-feira, agosto 21, 2025

Não é amor.

 

 

 

Não é amor se o meu silêncio não te angustia o peito e aperta o coração. Não é amor se ver-me chorar com medo de perder-te não te preocupa os sentidos. Não é amor se a dor em que estou submergida não te faz estremecer nem por um segundo. Não sentes amor se consegues dormir tranquilamente enquanto eu desfaço-me em mil pedaços por causa da saudade. Se consegues ver-me ir embora sem pensar se irás voltar a sentir o batimento do meu coração encostado ao teu. Se a minha ausência causa-te alívio em vez de dor. Não sentes amor se o teu orgulho e teimosia falam mais alto que as minhas lágrimas e sofrimento. O amor não era apenas partilhar passeios e ouvir-te quando te sentias sozinho. Não era ser empurrada para fora do teu abraço quando tudo o que pedia era a tua presença. É permanecer quando a vida se torna demasiado pesada, ficar quando a mente se torna conturbada e estar ao lado quando ela mais precisa de ti, não minimizar os medos e pavores dela. É procurar a alma que dizias fazer-te sentir sensações novas e nunca desistir dessa ligação. Se assim for, não é nem nunca foi amor. 

sábado, agosto 16, 2025

Digna de amor.

 

 

 

Queria alguém que realmente conseguisse compreender-me, não a versão que eu mostro ao mundo, mas a minha variante real. A parte de mim que chora cada noite por razões que não sabe explicar. A que precisa de sentir-se segura mesmo quando finge ser forte e diz não necessitar de validação. A que se arrepende amargamente de ter permitido que alguém derrubasse muralhas, deixando-a vulnerável e num sofrimento atroz, apenas para essa mesma alma esmagar com os seus passos as pedras que deitou abaixo enquanto se afastava dela sem qualquer ressentimento. A menina que guardo dentro de mim e que só queria, por uma vez, sentir-se suficiente. Eu queria um coração que notasse a forma como a minha voz estremece quando estou magoada, mesmo que eu tente explicar por palavras que está tudo bem. Alguém que se sentasse comigo em silêncio e não se sentisse desconfortável. Eu queria alguém que não me abandonasse quando as coisas se tornassem difíceis e que não desistisse de mim ao ver o meu lado sombra. Alguém que permanecesse mesmo quando não estou feliz, quando estou a pensar demasiado sobre tudo. Alguém que não minimize o meu sofrimento, que abrace as minhas palavras e que se preocupe se eu não conseguir dormir por causa de uma angústia que não é á toa. Eu apenas queria alguém que veja todas as partes de mim, as partes quebradas, as que têm medo de intimidade, as que tentam sabotar a felicidade, as partes confusas, as partes assustadas. Alguém que me faça sentir que não tenho que mascarar a minha dor quando estou triste ou esconder os dias menos bons. Porque ao fim de cada dia, eu só quero sentir que sou tudo o que aquele outro coração sempre desejou. Alguém que diga que eu fui o melhor que lhe aconteceu nos últimos anos de vida e realmente sinta o que está a dizer. Alguém que explique que quer que eu seja a mulher da sua vida e que realmente o demonstre por atitudes e não apenas palavras desprovidas de sentido.Quero sentir que mesmo com todas as minhas falhas e erros, ainda sou digna de amor. 

segunda-feira, agosto 11, 2025

Sobrevivendo sem ti.

 

 

 

O mar ainda tem o mesmo cheiro, as ondas ainda rebentam da mesma forma, o sal continua igual. As almas que passam por mim na rua são as mesmas. Os autocarros em que agora desloco-me, lembram-me que fui retirada do mundo de maneira abrupta e inesperada. As músicas no meu ouvido são como vidro estilhaçando pelo chão. O sol nasce de forma estranha, como se quisesse para sempre ficar escondido atrás das nuvens. Há uma melancolia nas estradas, uma nostalgia nas tardes. As sombras das árvores não me convidam para sentar-me debaixo delas e eu tomo o meu café sem gosto nas manhãs agora monótonas. A lua ainda conversa comigo, mas de forma fria e em noites fugazes. Os finais de dia são particularmente dolorosos. O silêncio esmaga-me o coração e o vazio que trago no peito é devastador. De vez em quando ainda leio as tuas palavras mas prefiro evitar para não sangrar tanto. Era tão bom quando estavas aqui. Luto contra a minha memória para que os traços do teu rosto não se desvaneçam nem o som da tua voz caia no esquecimento. O teu toque suave parece agora uma lembrança longíngua e a minha pele gelada ressente-se com a saudade de ti. Estou tentando consumir a falta que me fazes, no entanto é ela que me consome. O meu nome metamorfoseou-se para saudade e este amor que me corre ainda nas veias melindra-se. O coração está tão pequenino de ti e tão cheio de arrependimento. Se o tempo fosse meu amigo, apagaria os meus erros e estarias ainda nos meus braços. Mas não, estou sozinha. Culpa minha, confesso. Confiei que este amor seria porto seguro depois de derrubadas as muralhas que entre nós se erguiam. Não sei ser paciente, admito. Queria que este sentimento permitisse descansar os olhos e voltar a dormir feliz por ser a tua menina. Queria que este medo que sinto de nunca mais voltar a ver-te embalasse-me nas noites intermináveis e os pesadelos rejeitassem o meu regaço. Não merecia um cuidar e um amar como os teus e por esse mesmo motivo permaneço desamparada. Estou sobrevivendo sem ti...

sábado, agosto 09, 2025

A saudade tem um nome: o teu nome é ele.

 

Eu sou apaixonada pela tua alma, pelos teus olhos, sorriso e calma, sou pelas tuas cicatrizes, pela tua pele, pelos teus deslizes, pelos teus silêncios e sombras. Eu amo cada detalhe que te desenha, cada esboço que em ti começa, cada imperfeição dos teus traços e onde cada uma termina. As nuances da tua poesia, as curvas dos teus sonhos e ambições que se entrelaçam com os meus. Amo o timbre da tua voz, esse som que agora faz-me tanta falta e aperta o peito, que era predestinado a ser dos meus ouvidos em cada boa tarde que eu guardava com tanto carinho. Amo os teus dedos suaves e gentis que me tocavam como se toca a seda e o cetim. A tua música interna, os declives da tua esporádica loucura, o nosso encontro descontrolado por ela. As linhas certas da tua sensatez. Se a saudade tem um nome, o teu nome é ele. Tu és a minha cura. Em ti, todas as sensações que preciso, pulsam. Nos teus lábios estão as palavras que preciso ouvir. Nesse teu coração bonito, esperanças e bravuras competem com as dores escondidas que causei e que me envolvem em remorso cada dia que passo longe de ti. Feridas que te fizeram mais incrível ainda, mais sensível, mais humano. O amor que outrora nos embalara continua em mim. Resguardado, entorpecido, mas com todas as certezas que faria o inimaginável para voltar atrás no tempo e corrigir as minhas falhas. Sem o teu amor sinto-me incompleta, desanimada e a minha alma derrama lágrimas ao ver-te ao longe e sem poder tocar o teu coração. Nunca pensei ser possível tornares-te um sonho inalcançável quando em tantos momentos fomos tão felizes e foste tão meu. Talvez eu seja alma demais, sensível como uma gota de orvalho nas flores, escondida por detrás deste olhar que não conseguiu segurar as lágrimas quando abriu o seu coração para explicar-te o que sentia. Talvez seja como a própria flor que se despedaça com um vento um pouco mais forte. Mas não consigo ser de outra forma. Não sou de ferro, sou feita de pétalas, de coração que sangra e sente. Sou feita de amor e lutei para que não desistisses deste sentimento, mesmo quando não conseguiste olhar-me nos olhos e mandaste-me embora. E eu destroçada e incapaz de permanecer forte, desabei ao sentir o coração partir-se em mil pedaços que gritam ainda o teu nome... 

domingo, agosto 03, 2025

Guardar-te-ei.

 

 

 

Guardar-te-ei nas canções que ouvi com o coração pousado em ti. Guardar-te-ei nos nossos risos que se misturavam no ar. Guardar-te-ei nos meu desejos secretos que nunca partilhei contigo. Guardar-te-ei nas conversas tarde fora. Guardar-te-ei nos abraços apertados nas noites quentes á porta do meu bloco e nos outros tantos que quis dar e não tive coragem. Guardar-te-ei no cuidado que tinhas comigo e guardar-te-ei nas memórias de ti que mais ninguém tem. Guardar-te-ei de manhã quando fores o primeiro pensamento do raiar do dia. Guardar-te-ei antes de adormecer quando só ansiava o dia seguinte para receber um "bom dia meu amor" teu. Guardar-te-ei a voz para os dias em que ela me faltar. Guardarei o teu toque para recordá-lo quando a tua falta apertar-me o peito. Guardar-te-ei nos momentos parcos em repetições mas tão cheios de sentido e de cor. Guardarei cada pedacinho de ti em mim. E eu, que penso em tudo e antecipo tudo, nunca previ que esta saudade fosse tornar-se a minha melhor amiga. As saudades irão conviver comigo todos os dias. Sentirei a tua falta no bom dia da manhã e no beijo de boa noite. Sentirei a tua falta nas barreiras que criei e tu não conseguiste destruir. Sentirei a tua falta na sabotagem que destruiu a nossa relação. Sentirei a tua falta nos teus silêncios que não sei descodificar. Estou perdida entre o largar o coração das mãos e lutar por ti uma derradeira vez...

sexta-feira, agosto 01, 2025

Um bocadinho mais feliz.

 

 

 

Fazes-me um bocadinho mais feliz. Contigo, sou uma criança que sorri ao sentar-se num baloiço que a permite levantar os pés do chão e voar por instantes. Ao teu lado, as comédias românticas deixaram de ser algo que passei uma vida inteira a evitar por medo de nunca encontrar um amor assim. Enervas-me de uma maneira que me divide entre o querer beijar-te e o mandar-te embora. Em alguns momentos, amo-te exatamente na mesma proporção que te "odeio". Admiro a tua paciência e perseverança em cuidar de mim e imagino que não devem haver chás de camomila suficientes para te acalmares depois de me ouvires. Gabo-te a honestidade brutal e a personalidade frontal e forte que me faz levitar de cada vez que contas sobre o teu dia ou reclamas de como o trabalho te deixa exausto. Quem não te souber interpretar pode ver nessa verdade uma crueldade que roça a insensibilidade, mas eu aprendi a ler-te nas entrelinhas e a admirar cada fibra do teu ser, numa transparência titubeante sem floreados. Adoro o teu sentido de humor profundo e exagerado, muito semelhante ao meu, que me acompanha no ritmo certo para que tudo se torne mais leve. Não gosto de tudo em ti, mas não mudaria nada. Isso seria tirar-te da tua essência e fazer-te á medida das minhas ideias pré-concebidas. É esse o teu encanto. E o mais bonito de tudo é o quanto a tua presença me alimenta, quanto me sinto em casa, embalada nos teus braços que simbolizam segurança, a certeza que eu sempre quis. Esta vontade genuína que não prende o coração nem o agarra. É o tanto que temos em comum que nos une e afasta na mesma medida. Toda a nossa existência é uma contradição viva: somos o avesso um do outro e a simbiose perfeita. Somos a química, a atração e o desejo embutidos em corpos e mentes que se entrelaçam sem fim. E se amanhã a imprevisibilidade da vida tirar-nos dos trilhos um do outro, já valeu tanto a pena. Porque em última instância, almas como tu e eu, encontram-se apenas uma vez na vida. 

sexta-feira, julho 25, 2025

Dias iguais.

 

 

 

Novamente uma sensação de eterna insatisfação que se cola no lado esquerdo do peito. Os dias são enfadonhos, arrastam-se pela ponta dos dedos e emaranham-se nos cabelos. Não me sinto bem com ninguém, nem em lado algum. Um querer fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo enquanto me enrolo em tantos nadas. Sinto-me invisível. Tenho uma dor angustiante que me consome por dentro e ninguém vê, mas que me trespassa o peito com a força de inúmeras facas. Sou um segredo. Estou escondidas nas palavras que não escreves, nas sombras que guardas nas cortinas da sala. Questiono-me o que faço aqui. Porque ainda escolho estar em nós? Ás vezes, só ás vezes, estar sozinha é a minha maior paz. Ser verdade, não ter que me afastar das perguntas nem fingir que as jocosidades não me magoam a alma. Ao mesmo tempo, sei que sentiria demasiado a tua falta. Sentimentos estranhos estes. Ter de lutar contra o que sinto em prol do que preciso. Os dias são de sol, mas eu toda sou feita de chuva. São dias cinzentos no meu interior. São existências nubladas nas coisas que sinto e não queria sentir. Não tolero ser inveja ou ciúme por serem sensações que me corroem, mas é um turbilhão de sentires que me devoram. Tento reprimir o mal que estes laços me causam e sacudo a cabeça, tentando não perceber que a conexão está se transformando em nó. Retiro da gaveta o silêncio que preciso para ouvir-me mas que me faz sentir tão sozinha. Nos gatilhos que aparecem do nada e levam-me para lugares escuros de onde pensava já ter saído há muito tempo. Digo sempre que estou bem. É mais fácil assim. Aprendi a fazê-lo para não incomodar ninguém. Hoje penso se antes de ter-me dado tanto a ti, não deveria ter cuidado de mim primeiro. Da mesma forma que deverias ter cortado o abraço que te sufoca há tantos anos. Nunca o vais fazer, pois não?  A sensação é de alma sugada. De vazio. De que tu não me vês nem entendes. E uma vez mais, vou ter que engolir o choro e seguir o caminho sozinha. Vou ter de continuar a fingir que nada me incomoda. Que ela não me atormenta. Porque afinal eu sou forte, tenho sentimentos, já sofri demasiado ao longo dos anos... mas ninguém se lembra disso. Nunca. Sou eu contra ela. Sou eu contra ti. Sou eu contra nós. Sou eu contra o mundo. Outra vez. Sempre assim.