quarta-feira, dezembro 24, 2025

Epítome de perigo.

 

Levas-me ao paraíso num dia, no seguinte arrastas-me até ás profundezas do umbral mais sombrio. Será assim a montanha-russa emocional deste amor tão intenso que sinto por ti? Eu ouço o meu coração a bater sozinho quando desejava bombear este sentir encostado ao teu. É um som solitário e angustiante que se esconde dentro do meu peito. E eu sei, embalada pela tua ausência, que este amor é sério á medida que o mesmo engole a minha alma nesta saudade atroz. A paixão é tão forte que o meu coração quase grita por um amor que parecia tão real. Posso confiar em ti, meu anjo? Tu és o epítome de perigo. Um sentimento assim tão ardente assusta-me veementemente. Sinto-me sozinha nesta ausência tua que me consome. É aterrador não saber se algum dia vou voltar a ver-te e sentir-te. É pavoroso não ter certezas se voltarei a provar o teu beijo pujante ou o calor do teu abraço forte que me envolvia e guardava num lugar seguro. O céu é mais azul quando eu te vejo, o mar infinitamente mais poderoso, o sol brilha com mais paixão e as estrelas reluzem com o dobro do ímpeto. A tua presença torna tudo mais bonito e vibrante. Eu queria tanto sentir as tuas mãos ásperas e viris a envolver novamente a minha cintura, os teus braços robustos a prender-me junto ao teu tronco, a tua respiração a beijar o meu pescoço. Nesta noite solitária e escura, tudo o que eu almejava era poder expressar fisicamente esta conexão e este amor que me devora de dentro para fora com um fervor sem igual... 

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