sábado, setembro 29, 2012

Mesmo que nunca venhas a saber.




Amo-te, mesmo que nunca venhas a saber. Mesmo que as palavras me atraiçoem e permaneça muda perante a tua presença, o sentimento existe. Ainda que não explique o teu significado neste coração que, doravante, não será mais de papel, o simples acorde do teu nome desperta em mim sensações que eu preferia deixar adormecidas. Estremeces todo o meu ser apesar da tua ausência em mim. Embora  abandonada, esqueço as tuas falhas e imperfeições e anseio por descrever a tua malograda importância neste cerne que se debate para que as saudades não o carcomam. Fugiste do que poderiamos ter sido antes que eu pudesse narrar-te os afectos que me possuem o ventre e, sozinha, sinto-me incompleta, como se uma parte irrecuperável de mim tivesse ido contigo quando partiste sem nenhuma explicação!Vivo agora imersa numa ridicula e ténue esperança, respirando por entre soluços, aguardando apenas pelo nosso reencontro para  que possa demonstrar-te tudo o que não tive coragem de expressar por meras palavras...

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