quinta-feira, outubro 29, 2020

Até ao fim do mundo.

 

 Indescrítivel é a forma como me fazes sentir, um sentimento avassalador que se apodera do meu ser e do meu corpo de uma maneira que não consigo resistir. Conheci-te numa noite quente de Outubro e o meu coração sentiu-te de imediato a entrar de mansinho. E eu tenho receio do que o tempo tem para me dizer. Será que podemos ser um e apenas um só? Ficarmos juntos e aconchegar as nossas almas uma na outra? O teu olhar faz-me crer que és tu quem eu procurava, o teu sorriso derrete todas as minhas defesas e faz-me acreditar que posso sonhar com alguém como tu. E eu não quero deixar-te ir nem acredito que seria possível algum dia querer abandonar-te e tirar-te de dentro de mim. Sinto que poderias ser tu o meu destino. O momento em que percebeste a minha presença foi como um milagre para mim e para o meu amâgo. E eu jamais pensaria duas vezes se tu dissesses que sim. Os maiores actos de loucura são cometidos por amor e é tudo o que és para mim, um amor possante e irreprensível que me devora por dentro. Se ia contigo aonde pedisses? Até ao fim do mundo.

segunda-feira, outubro 19, 2020

Um mês de silêncio.

 

 

Misturas-te no sangue, no mundo coberto de cicatrizes e violência, mas escondes-te nas palavras que não dizes quando o amor toca-te na pele. Definir-te-ias como valente, audaz e corajoso, e eu dir-te-ia sem medos que quem foge da possibilidade de ser feliz não é mais que um cobarde. De que serve teres um invólucro firme e possante se o mesmo comporta uma alma frágil? A maior prova de querer viver a vida sem receio do que o amanhã possa trazer, ainda é, sem dúvida, a capacidade de se atirar de cabeça numa paixão avassaladora. Um mês de silêncio é tudo menos resposta para as perguntas que te fiz e que guardaste nas tuas mãos.