sexta-feira, novembro 11, 2011

parabéns amor.




Parabéns amor, deliciavas-lhe os sentidos. Neste flanar de emoções largadas ao vento, esqueci-me do amor que declamava. A raiva colou-se-me á pele enquanto se abraçavam numa valsa interminável. As vossas combustões espontâneas despoletam em mim, nunca uma paz duradoura. A minha calma é momentânea e perde-se nos vossos beijos de sal. 
Oh, e como foste enganador! Julgavas-me absorta na tua alma e incapaz de presenciar a tua personalidade ausente. Pretendeste refugiar-me nos relógios parados no tempo em que era ingénua e voavas livremente no meu coração. Eu abrigo-me agora, nas promessas de um outro céu sempre que me relembro de ti e dela. Ou de vocês. Já não somos nós. Perdemo-nos no destino quando ela se descobriu. E eu choro em cada dia vosso.
Saio para a rua na esperança de encontrar chuva reconfortante a espelhar-me a alma deplorada, mas tudo o que o vento arrasta é a sombra do vosso amor.
Parabéns amor. E beijaste-lhe os lábios que nunca foram os meus.

4 comentários:

joanaf disse...

obg linda, adorei e já sigo *

Algo Estranho... Alguém Diferente! disse...

está lindo. está mesmo!

Algo Estranho... Alguém Diferente! disse...

não tens que agradecer :) é verdade ! obrigado ^^

Dário Rodrigues disse...

Amei este texto!