quarta-feira, dezembro 24, 2014

Ferocidade.



Quando este sentimento explode dentro de mim, empurrando-me para trás, tudo o que eu mais queria era abandonar tudo o que sou e que me pertence e correr na tua direcção. Queria gritar a plenos pulmões as palavras afundadas dentro de mim, explicar sem saber bem como, os medos que me consomem e a angústia que me destroi ao saber que nesta noite estás rodeado de imensos amâgos e eu não sou um deles. Queria perder-me nos teus braços e sentir o teu calor a acalmar-me a alma enquanto sussuras ao meu coração que eu vou sobreviver a esta falta que me fazes. E, se soubesses como eu sinto esta ausência de vida em mim enquanto estou longe, não me deixarias assim por mais que meros segundos. E desapareces nesta tortura que são os dias a que não consigo escapar. Sinto-me como se a saudade se alimentasse da minha esperança lenta e gradualmente enquanto o meu coração debate-se com a impossibilidade de esquecer-te. Não tenho destinado um final feliz mas não consigo imaginar-me sem os momentos em que me tiras o fôlego e deixas-me despadaçada em fragmentos minusculos que vou recompondo durante as tuas ausências. O meu coração sabe bem o que quer e mesmo que não possa estar contigo quando mais saudades tuas tenho, não possa ver-te quando o peito doí com este ardor, desistir não é uma opção e tristemente, resumo-me ás lágrimas que se apoderam de mim nesta noite de Natal.

1 comentário:

Ferreirinha disse...

Oh não pense assim. A vida não é um mar de lágrimas apenas há pequenas tempestades! Vai ver que a sua vida vai sorrir. O seu texto está lindo! Adorei ler.