quinta-feira, maio 02, 2013

Estranha.


Perdi-me por entre os caminhos que traçaste, timidamente e a carvão, para delinear o rumo até aos teus sentires. Porque morro um pouco dentro de mim sempre que os meus lábios anseiam pelos teus e os tortuosos destinos evitam que o tempo que nos separa, se acumule com a distância que nos causa o estremecer dos corações destabilizados. Acordei segundos depois, vagueando em encruzilhadas que não reconhecia, tentando guiar-me pelas memórias de ti até perceber que tudo tinha sido em vão. Continuava a ser somente uma estranha a quem fora permitida uma passagem momentânea na tua existência, resumia-me a uma alma perdida que se debatia para manter o seu ânimo á tona enquanto os seus lacónicos sentimentos tentavam, repetidamente, arrastá-la para o fundo e, sobretudo, para uma escuridão indescrítivel e sem retorno.

3 comentários:

Pipo Santos disse...

Que sentimento expressado, adorei! *

Catarina Rodrigues disse...

Gosto muito do teu blog, segui :3
Se quiseres, segue o meu novo blog ( http://ba-na-li-da-de.blogspot.pt/ ).

Algo Estranho... Alguém Diferente! disse...

está lindo. lindo lindo.