sexta-feira, dezembro 23, 2011

talvez.


São novamente as tuas imperfeições a bater, de forma sorrateira, á porta. Três vezes. E eu cansada de esperar. Como se eu estivesse, perdida, algures no canto de uma rua a pensar na carta que te iria escrever. Com sabor a maresia, talvez. E o céu tão azul, mesmo que eu continue aqui. E assim. As letras voam para esconderem-se e eu prefiro ficar. Pela janela, a claridade que entra indica que ainda há tempo. Passaram somente alguns minutos. Mas não quero fazê-lo, não planeio agarrar novamente as fugidias palavras quando sei que não surtem qualquer efeito. O aroma que pairava no rarefeito ar evaporou-se e, com ele, quem sabe, a minha ânsia de continuar aqui a observar a luz do sol que me fere, ainda que não tanto como tu, o lado esquerdo do peito.

4 comentários:

nicolemorais disse...

ohh, obrigada *

Sayuri Okamoto disse...

por mais que soframos com a dor do coração partido, nada pode ser remediado, quando não era de fato pra ser...

lindo e muito profundo amei ♥

LEAH disse...

adorei*

Ana Oliveira disse...

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