terça-feira, junho 06, 2006

Recaída


A única coisa que eu gostava naquele ser era a segurança que me transmitia... mantinha afastado o infeccioso da tentação de algo que é meu.
Que segurança tenho eu agora? Tudo ruiu quando naquela madrugada cruel voltaste a cair em seus braços... aquele tormento que é meu voltou a ser veneno nas veias daquele que amo...
Morro pouco a pouco e cada vez mais sempre que voltas áquele lugar que te infecta, te destroi lentamente como se de uma doença se tratasse (... e será que não?). Corrois aquilo que é meu em cavernas sombrias, que te arruinam a vida e a alma ao te contagiar de suor e sangue!!
Ironia cruel... queria eu ver minha vida a escapar por entre meus dedos para poder ser aquele que veneras e idolatras!!
Odeio-te cada vez mais sempre que me lembro que te amo...
A liberdade porque tanto anseio teima em não vir, e os segredos que guardas de mim são mais crueis porque os sei de ti mas não por ti....
Rancor e mágoa, mistura-os com sangue num cálice de fogo e verás minhas lágrimas a te magoar como nada jamais te magoou!!
És cruel, frio e mórbido!! Não confias em mim e mentes-me, ludibriando minha alma e meu coração que por ti suspira...
Arrancas-me das nuvens em que vivia e agora estou em constante queda livre...
Queria matar de mim aquilo que me atormenta, mas sei que me abandonarias em seguida...
Assim, escolho ver o seu lento declinio, a vida torturar sua alma e com macabro sarcasmo, depositarei sonhos e ironias em seu epitáfio...
" AQUI JAZ ALGUÉM QUE SOUBE VIVER..."

4 comentários:

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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