segunda-feira, janeiro 21, 2013

O amor mutável.



Ainda me recordo quando o nosso amor resumia-se a olhares ternurentos, palmas das mãos entrelaçadas e suadas, beijos intermináveis e fazias rodopiar as borboletas no meu ventre com uma extrema facilidade e ainda gostavas de adormecer a meu lado. Mas é claro que nada é eterno e eu já deveria saber disso. Ninguém continua loucamente e irremediavelmente apaixonado para sempre. O amor modifica-se, metamorfoseia-se. Transforma-se num sentimento mundano, vulgar. Torna-se a banalidade que vivemos neste momento. Os beijos insonsos de despedida, os "amo-te"s  intrinsecos e automáticos, a falta de excitação sexual. Mas passaram-se apenas quatro meses e eu não sei explicar o que nos aconteceu. Por vezes, não sei se te amo e por isso começo a chorar porque tudo isto faz-me acreditar que não nutro, afinal, esse sentimento por ti. No entanto, és a melhor pessoa que conheci em toda a minha vida. Rapazes como tu já não existem. Essa perfeita combinação de frieza e carinho e uma paciência infindável. E eu tenho imensa pena, mas não sei por quanto tempo mais sou capaz de continuar assim.... Mas também não sei como poderia sobreviver sem ti.




1 comentário:

Ana disse...

Os teus textos são sempre magníficos de ler :)