segunda-feira, dezembro 05, 2011

nos braços da eternidade.


Amar desenfreadamente e sem limites nunca foi suficiente nesta realidade que se supera constantemente a fim de manter-nos irremediavelmente separados. O sentimento avassalador que nos possúia esporadicamente era somente isso, ocasional e oco de significados que perdurassem nas paredes caiadas do sádico destino. Com o tempestuoso vento vieram novos quereres e tu deixaste de importar-te. Resignaste a tua alma a um sentido alternativo que não te aquece o tronco nu mas que aceitaste como o indicado para um coração inconscientemente desprovido de carácter. Calaste as palavras e mudaste as prioridades sem avisares o amor que por ti nutria. Esqueceste-te que eu continuava neste ciclo vicioso do qual não me consigo libertar, continuamente á espera de um novo sopro de palavras repleto de intimidade. O silêncio morde-me agora o coração, nesta dolorosa confirmação de que nos perdemos um do outro novamente. Desta vez, nos braços da eternidade.

6 comentários:

Saraaaa * disse...

está lindo *.*

Lúcia Pereira disse...

pois é querida :s . obrigada

CM disse...

adorei o teu blog!! sigo :)

Anastasie disse...

está muito bonito e força, o que não nos mata torna-nos mais fortes :)

Cátia Mourisca disse...

ó obrigada :)

máaf. disse...

É fantástica a forma como escreves! Gosto muito *