segunda-feira, novembro 28, 2011

suave veneno.



O teu corpo é composto por um suave veneno que eu entendi, um dia, como oxigénio nos lancinantes pulmões. Consigo senti-lo na boca e a dissolver-se pelo meu sistema. Ataca-me os principais orgãos para que eu deixe de ser capaz de amar-te. Esse fluído excruciante estilhaça-me os ossos e grava o teu nome a tinta corrosiva para que eu associe a dor ao teu rosto. O teu sorriso sarcástico espelha-se no meu sofrimento á medida que o teu corpo destroí o meu, num ritmo que martiriza o arrastar de cada segundo. Impotente e em agonia pela incontrolável pungência que palpita em cada músculo enquanto recebo esta impressão por meio dos meus sentidos, apercebo-me do meu interior agora despedaçado pelo ácido que o destroi. Suplico-te, nesse momento, prostrada a teus pés, que cesses a minha aflição e que me injectes uma última dose de veneno no arquejante coração...

4 comentários:

Sam disse...

muito obrigada. vou seguir, e sim, as palavras também gostam de ti!

Sabrina disse...

Obrigada, também sigo!
O texto está muito bom querida!

APF disse...

obrigado :)

Sayuri Okamoto disse...

" Não tente ser aquilo que não se é, apenas se empenhe em fazer o seu melhor..."

Beijos