segunda-feira, novembro 28, 2011

paixão proibida


Como duas almas inconscientes, regidas pelo calor do momento, entregamo-nos novamente nos braços um do outro. Consumidos pelo fogo da paixão, cegos pela fúria efervescente que nos guiava num só sentido, deixámo-nos cair. No aconchego do teu quarto, rendidos um ao outro sem solução possível, perecemos no teu leito, adormecidos pelo desejo pulsante. As nossas línguas encontraram-se finalmente numa dança interminável e a fome que sentíamos parecia não ter fim. Mordiscando o meu sentir, quase levada á loucura  num extâse que me devorou as entranhas, baixei todas as defesas e entreguei-me a esta paixão proibida que sadicamente queima o meu interior através das labaredas que encontro apenas no teu tentador corpo. Delirante, quase em combustão, aceito-te finalmente no meu íntimo, num movimento palpitante que me aquece o coração. Em sintonia, enredados neste nosso querer tanto, somos finalmente felizes, neste momento que não quero que termine nunca.
Por fim, exaustos devido á nossa entrega, permanecemos inertes sobre os lençois da nossa culpa, abraçados na ausência forçada que ambos sabemos advir em breve. E nesse instante em que te tive nos meus braços, senti-te tão perto, tão dentro, tão quente que juro-te amor, quase acreditei na possibilidade de sentimentos por mim existirem, teimosamente, no fundo do teu amâgo...
Quase no cessar deste harmonioso crepúsculo, de regresso ao meu refúgio, penso em como fugir da saudade faz-me apenas retornar ao mesmo caminho e em como o meu amor por ti, mesmo sem ter sido alimentado durante um longo período, é de facto, eterno.

3 comentários:

Adriana Teles disse...

Sigo*

Lúcia Pereira disse...

gosteei :)

joanaf disse...

oh que fofinha. deixaste-me muito feliz agora...
tu escreves lindamente também!