quarta-feira, novembro 30, 2011

sozinha.




Estou sozinha. Cada vez mais. Irremediavelmente sozinha. A escuridão, apercebendo-se da minha confirmada tristeza, afaga-me agora os cabelos num falso gesto de ternura. Sou embalada pelo vazio e pela ausência de calor, sabendo-me constantemente em queda. A sombra na minha alma expulsou todos os vestígios de carinho por ti e fechou as portas ao amor vagabundo que ali habitava. O sangue irrompe-me pelos olhos numa desesperada tentativa de fugir de mim. Não sou digna de ser amada.

[ Estou novamente sozinha. No vazio. No escuro.]
[Esquecida. Magoada. Abandonada.]
[Iludida. Usada. Rasgada.]
[Torturada. Perdida. Morta.]
[Sou um monstro.]

3 comentários:

TDelMona disse...

de nada . Gostei do blog, a sério que gostei (:

Saraaaa * disse...

de nada querida :)

Sayuri Okamoto disse...

..."Não sou digna de ser amada."...

Nem sempre só ficamos para sempre...


beijos querida