
Tenho medo, tanto medo que não voltes. Penso se tudo isto ainda fará sentido para ti. Se ainda será em mim que pensas assim que acordas, e a última de que te lembras antes de adormecer. Gostava tanto de acreditar que sim. Mas, e se não for? E se te perdi mesmo para sempre? Não, não consigo admitir isso. É demasiado doloroso para um coraçãozinho como o meu. Ele gosta tanto de ti. Adorava que visses (ou sentisses) como ele pula cada vez que oiço a tua voz, ou cada vez que recebo um sinal vindo de ti. É uma coisa fantástica, garanto-te.
Bem, mas se o nosso amor sempre superou tudo, porque é que agora tem de ser diferente? Não percebo. Repulsa-me a ideia de estar a lutar em vão, e que o esforço não vá valer de nada. Mas não, não vou desistir. Não tenho por hábito abdicar daquilo em que acredito, e acho que tu ainda és uma boa razão para continuar aqui. Talvez a única.
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