quinta-feira, junho 05, 2014

I miss you, I love you.





No silêncio da madrugada e escuridão simultânea da minha alma, entreguei o meu corpo  a alguém que  não senti. A pele retraiu-se abruptamente com o toque que lhe era desconhecido e recusou-se a abraçar esta invasão que lhe era imposta. O coração, outrora adormecido, rebelou-se dentro de um peito até há pouco cicatrizado e suturado, desesperado por não conseguir impedir esta insensata decisão. Os lábios esfriaram quando recordaram o calor que emanaram naquela noite proibida, os olhos fecharam-se e a tua face surgiu novamente na minha mente. Era por ti que o meu corpo chamava, o meu coração se desfazia em chamas, a minha pele aguardava ansiosamente. Acordaste-me em saudade no término de rios de tempo, com palavras de amor, promessas de eternidade e beijos roubados pela calada da noite. Abri os olhos e não estavas lá! Entrei em pânico, confesso. Chorei compulsivamente e soluçei, sem saber exactamente como parar ou como acalmar um coração sedento de ti. Acabei por sucumbir e adormecer noutros braços, embalada mais pela saudade que por outra razão qualquer...

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