segunda-feira, junho 18, 2012

lembro-me.




Lembro-me de cada instante, cada palavra que pronunciaste enquanto eu ouvia atentamente com um brilho de esperança no olhar... Recordo inúmeras vezes por dia o nosso primeiro beijo, os momentos que antecederam esses minutos especiais e a sensação indescritivel que me percorreu o corpo. Não me canso de afirmar que o tempo é injusto e passa a correr sempre que me encontro perdida nos teus braços. Lembro-me de como os nossos lábios encaixaram na perfeição e de como os nossos dedos entrelaçados pareciam ter sido feitos para se completarem mutuamente. Lembro-me de como nos esquecemos do mundo num abraço que eu queria que fosse interminável. E tu apertaste-me contra ti com tanta força e explicaste-me, desprovido das habituais defesas, a tua vontade de continuarmos ali, isolados de tudo o que nos rodeava. Lembro-me das nossas primeiras conversas e das mensagens. Mas sabes... também me lembro do último dia, da frieza das tuas palavras a ricochetearem no meu coração ferido e da tua indiferença perante os meus sentimentos. E agora, perco-me nesta dualidade, perguntando a mim mesma se devo lutar por ti ou desistir de entender a alma complexa que revelas ser...

3 comentários:

Lúcia Pereira disse...

gostei muito querida !

Cath disse...

tantas vezes falas por mim. é fantástico.

cat disse...

percebo tão bem, enquadra-se demasiadamente bem a uma realidade que prefiro suprimir.