terça-feira, julho 18, 2006

Deitada sobre a morte


Deito-me sobre a cama, encolho-me como se fosse um caracol e fico quieta nessa posição reconfortante. A minha cabeça está cheia, cheia de milhares de coisas que não consigo decifrar. Dói-me, perturba-me imenso. Esta dor que espeta a minha razão, que esmigalha o meu coração, que horror... As lágrimas começam a deslizar sobre o meu rosto, encharcam a minha roupa, ferem a minha pele com o veneno que lhes dá vida. Abano os pensamentos, pergunto onde estou, o que faço aqui, o que se passa comigo, e desespero por não saber responder. Peço ajuda, ninguém me ouve. Os meus gritos fazem eco, mas não transpõem as paredes que me aprisionam. Ergo-me, pouso os pés no chão gelado, derreto por dentro com o fogo que me consome ou talvez seja o gelo que me queima. Não sei, não consigo distinguir. Só sei que me sinto a morrer, ou talvez já esteja morta e não saiba.

4 comentários:

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