terça-feira, maio 13, 2014

O amor da minha vida.




Ainda guardava no peito todas as recordações das intensas paixões contigo vividas. Por entre as lágrimas que derramei durante longos anos e incessáveis noites em que o sono se recusava a abraçar a minha alma, havia sempre a esperança de um milagre, de um teatro irreal, a possibilidade mais que remota de um dia ouvir tudo o que passara dias sem fim a sonhar. Prendia-me ás ilusões que dentro do meu coração apenas, viviam, sabendo eu serem apenas desejos desenfreados de um dia sentir recompensadas todas as lutas interiores e exteriores que travei para permanecer a teu lado, todas as batalhas que tive que vencer para sentir-te perto de mim, todas as mágoas que me cicatrizaram a pele sempre que presenciei pecados que me queimavam o interior e retiravam-me a sublime capacidade de sonhar e imaginar ir mais além. Foram tantas as vezes em que jurei desistir, pensei não ser capaz de continuar e que quis esquecer. No entanto, os dias passavam, as horas, as noites, mas nunca fui capaz de te esquecer; há momentos e almas que são inesquecíveis e que um simples toque, um pequeno abraço ou um cheiro inebriante são o suficiente para despertar um coração adormecido mas jamais desprovido de sentimento. Afinal, amor que é amor, dura eternamente e provaste-me que quem sonha sempre alcança. Ouvir tais palavras pronunciadas por ti durante o frio da noite, cenário que tantas e tantas vezes foi recriado num recanto olvidado da minha mente, era um facto exequível e imaginar-te durante todo este tempo assim, mostrou-me, de facto, que sempre foste e sempre serás o amor da minha vida.

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