domingo, março 25, 2012

Why am I crying?



Não percebo porque motivo tiveste que metamorfosear-te. Prometeste não te sentires cansado do ser que construí neste ambiente inóspito, aquele que sem receios mostrei ser e tu disseste querer sentir. Afinal, guardavas apenas toques vazios e palavras sem sentido que eu, erradamente, acreditei serem sopros do teu coração. Acreditei ter encontrado a diferença que me faria sentir menos sozinha neste cruel mundo que alberga apenas falsas aparências e frágeis personalidades que se desmoronam com um singelo olhar. Cri nos contos de fada distorcidos que me narraste, pensando que eras uma alma sincera e capaz de abrir um coração sofrido igual áquele que me descreveste. Falso poeta, declamador de sentimentos que não conheces! És fingidor da dor que nunca chegaste a sentir e usas palavras dolosas, interpretando sentidos conforme os teus desejos te pedem. És porto de falsos afectos e portador de mentiras inenarráveis, esquecidas pelo mais perfeito actor. Apercebo-me, por entre rasgos de dor e desapontamento, que não preciso de ti, e, juro-te que não vou chamar o teu nome quando me faltarem as forças e cair no chão, rendida pela ausência e pela saudade. Não sentirei a tua falta... ainda assim, choro por tua causa sem obter uma explicação que seja verosímil.  A culpada sou eu que, após tantas desilusões e falsidades, ainda creio em palavras dóceis e fingidores de inocência roubada. Acredito no que quero ouvir e sonho ainda com um espírito que me compreenda, que me aceite e que albergue os meus sentidos no seu peito. E depois de ti, sinto-me mais sozinha que nunca...

2 comentários:

Ana Margarida disse...

Está maravilhoso, adorei

AquilesMarchel disse...

que força hein?

mas que mnelancolia também


textos assim me atraem demais
prazer aquiles