quinta-feira, junho 10, 2010

Rever e amar-te


Ver-te de novo foi como se me tivessem dito que o céu não existia para depois me darem a provar as nuvens do teu sorriso. Pude saborea-las com o teu odor quente.. o mesmo que me faz estagnar nas escadas rolantes do dolcevita ou de outro shopping qualquer quando alguém passa por mim com um perfume igual ao teu.. só que desta vez eras mesmo tu. Com os teus olhos muito azuis e aqueles cento e noventa e seis centrimetros, como se para te impedir de seres perfeito. O teu odor quente a lembrar-me o teu beijo salgado. O teu odor quente a lembrar-me o teu colo dócil e o feio hábito que tinhas de sorrir quando acabavas de dizer algo de teor sexual.
Ver-te de novo foi como se me tivessem dito que o inferno é tudo que existe para depois me abençoarem com um anjo. A tua aura, lembrando-me da minha. Viste-a, quando me sorriste? Viste os meus olhos muito castanhos, concentrados em não chorar memórias que o teu odor quente faz lembrar?
Onde estão os amantes que fomos? Para onde os deixamos partir e a troco de quê? E se eles voltassem hoje, cruzando-se na rua e chorando memórias, poderiam ser o que tinham sonhado em primeiro lugar? Porque ela sonhava com o céu e viverem juntos debaixo do mesmo tecto. Haveria então de te acordar todos os dias dizendo-te como eras perfeito, beijando-te os olhos azuis que tu nao gostas, e adormecer-te-ia as noites ditando versos cheios do amor que sentia no peito quente. Quando ainda não lhe tinham dito que o lugar dos sonhos é sete palmos abaixo de terra e que tudo mais é nada.

1 comentário:

Mnemosine disse...

Muito Bom. Parabens.