sexta-feira, dezembro 21, 2007

amei-te...


O que gosto mais em ti? Não sei… Nunca se sabe ao certo porque se ama, ama-se e ponto final parágrafo. Não és a pessoa ideal, não és o príncipe com que sempre sonhei, não és aquele que realiza os meus sonhos, não és também o homem que realiza as minhas fantasias… mas… amo-te… Amo-te porque quando os teus dedos se transformam em concha e a minha mão minúscula se perde nela, sinto-me como uma criança pequena, mas segura, ao atravessar a interminável e perigosa estrada da vida. Amo-te… porque quando o brilho dos teus olhos, procura a timidez dos meus, perco-me no azul desse mar e desse céu e sei que, quer eu seja um peixe, quer seja uma ave, estou no meu caminho. Amo-te… porque o perfume que emanas toma-me de assalto e embriaga-me de amor, de luz e de felicidade. Amo-te... porque os teus braços são um refúgio, a fortaleza onde me escondo, onde me escudo, sempre que abro os olhos e vejo que este não é o conto de fadas com que sonhei, e que só nos livros infantis e nas telas de cinema aqueles que se amam têm um happy end. Amo-te... porque da tua boca escorre o mel que as abelhas invejam, o néctar que Baco nunca conseguiu produzir, o arrepio de pele que só quem ama conhece. Amo-te… porque quando fazemos amor, deixamos de ser um homem e uma mulher, percebemos o que é a unidade, entendemos que o Céu, não passa de um lençol que nos afaga o corpo, que a Lua é uma almofada onde depositamos depois o nosso cansaço, que o Sol é um raio de luz que nos entra pela madrugada da janela e nos vem brindar. Amo-te...

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