domingo, julho 15, 2007

amendoa amarga


E agora grita, porque não conheces o silêncio. E caminha, sem conheceres as ruas. E beija-me, como se fosse a última hora do dia, do mundo.


Escolhi-te para percorreres comigo as arestas do meu viver,

entre escuridões em uníssono com palvaras senis,

cantadas ao som das nuvens que nunca passaram

e dos barcos

que se avistam no horizonte, embriagados de maresia remota e noites violentas,

infindáveis

que acabam em saudade de ti

que

não

estás.


Bebe mais um copo.

Repousa a tua mão na minha efémera consicência, mas espera.

Deixa me escrever o teu nome na minha distracção,

aqui,

neste sitio monótono onde muitos sorriem, tristes, á procura de um abraço acolhedor, com sabor a licor de canela.

Escrevo o teu nome no meu olhar,

para que saibam que

eu...

tenho sabor a amêndoa amarga na tua boca,

comprometida ás tuas mãos,

quentes

em mim

nas tardes que não são de ninguém.

Não quero mudar nada.
Não quero.
Quero adormecer nos teus braços,na despedida que não foi feita, porque ambos sabemos que não existiria.

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