segunda-feira, março 12, 2007

Catarse


...e na sala onde já jazia o silêncio e a indiferença a tudo o que de pequenino fora nosso presente, tu chegas e desarrumas tudo o que me tanto doeu para voltar a arrumar, tudo o que me doeu para tentar esquecer num sentimento de culpa constante do abraço do se com o talvez.
Danças esperanças e medos na dor do teu regresso não fisicamente presente, na minha tristeza em saber que ainda vives naquele canto do mundo em mim, naquele retrato pintado há muito onde tu eras rei do meu sonho, qual nunca te mostrei por o medo de perder o que nunca deveras tive...
Sem querer amar voltas-me a prometer uma estrela sem brilho e um céu sem cor com sabor amargo a ainda verde de sentir…

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