terça-feira, dezembro 05, 2006

Honestly


Precisei de meio segundo e uma espera de palavras. Uma ou outra oportunidade. Mesquinha. Frágil... Que mais fácil é o céu que a pedra no bolso. De algibeiras estou eu desesperada e estupidamente exagerada. Loucamente entediada com provas de amor e outras estórias louras de jejum e pássaros do sul. Quebras e manobras de vermelho encaracolado num papiro de corações. E outras melodias que tragam um sabor meio delinquente, só de experimentar a língua do desespero. Assim, ao de leve. Num trago pequeno e suave. A vírgula depois do caminho, para entender. A sôfrega zona do dedo mindinho que entala a demora. Porque, antes e depois sabes querer. Sem mim. Que apontas o sol. Não lhe roubes a voz, pinta-lhe a sombra. Para que no nó de duas noites saibas o amor assim mais piroso e sóbrio desses teus. E eu que não gosto de páragrafos. Entornas-mos com alguma piedade que me enoja. Não numa modestia. Mas nuns quantos quilómetros de gestos um pouco mais aleijados que a minha dor. Que não dói de verdade. E a que descobres, pobre e desajeitada no rosto carregado. Nosso.

1 comentário:

shadow in love disse...

Uma só palavra era suficiente.. um pequeno gesto era tudo... mas nada... gostei muito do teu blog se n te importares vou passar mais vezes por cá pois às vezes procuro respostas e n as tenho e outros q passam pelo mesmo certamente as terão...