quinta-feira, dezembro 07, 2006

Amendoas embrulhadas de carinho teu...


Toma-me lá estas palavras que nem sabia que as sobrava.


Quem fica com a mancha vermelha sou eu. Sou eu que trago aquela ferida. Esqueceste-a. Esquecida. Aquela eternidade falsa e grandemente inundada pelo teu ser. (Aquele beijo eterno. Sopro tenebroso de virtudes. E esses sopros, de lua e de vento. De cobre e de ouro de mãos. Levemente trazidos ao desejo inconsciente). Momentos, petreficam ainda mais o azulado do céu que partilho contigo. Aquela eternidade falsa esquecida... Nunca mais de ti, sempre de mim. Sempre de mim, para alguém que não tu. Jamais de um nós que nunca mais quero ter. A mancha vermelha é agora o meu carinho em tons de amêndoa. Raios distantes. Raios desse ninguém. Só meus. Meus e meus.

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