terça-feira, agosto 15, 2006

Prisioneira


Prisioneira. De ti. Não consigo fugir daqui. Queria tanto...
As algemas já me cortam os pulsos e a ferrugem corroi minha pele. Corroi. Magoa. Arde. Fere.
Puxas com força as correntes que me prendem a ti. Que me deixam dependente da tua vontade.
E com crueldade, alimentas-me com o teu sangue. Tua bebida infiel. Condenas-me a um destino infeliz, semelhante ao teu.
O grilhão que tenho no pescoço é pesado e não me deixa dormir. Mantém-me estática, a esperar poder fazer um movimento...
Mas nunca posso fazê-los... Mesmo que nunca o admitas, controlas todos os meus passos...
Pois tu, só tu, és o detentor da chave da minha prisão...

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