quarta-feira, julho 05, 2006

Esporadicamente II


E porque eu não consigo resistir aos teus apelos. Porque foi muito mais dificil para mim do que para ti negar-te. Negar-nos.
Sabes que me cortou a alma... Passei horas angustiado a pensar se teria tomado a decisão correcta.
Tenho medo. Medo de não conseguir dizer não novamente. Medo de me perder em desejos de ti.
E vejo-te desolado, perdido do mundo pois quem amas parte mais uma vez. E eu olhei-te impotente, só queria te abraçar enquanto ela me olhava desesperada, não querendo mais ver que eu continuava a te amar. Partiu-lhe o coração meu olhar enamorado por ti, mas que podia eu fazer? Hás-de sempre estar...
Deixamo-la em casa como vem sendo hábito... o teu intuito eu consigo adivinhar, é o de sempre que te sentes sozinho e carente. Queres encontrar-te em mim... queres ser meu.
Não te vou dizer não novamente... não consigo. Sei que sempre serei a reserva, o porto de abrigo. Não passo do fruto proibido, aquele que desejas mas escondes, que só queres teu por fugazes horas.
Percorro o caminho que te leva ao teu refúgio... no entanto, pedes-me que pare no miradouro para fumar um último cigarro. Nem precisamos sair do carro, dizes tu. Chegamos lá... tantas vezes nosso submundo...
Acendes um cigarro pensativo, e, enquanto dizes como te sentes, agora sem o estorvo (já abandonado em casa), começas a te insinuar, dizendo que queres estar comigo, que só eu te compreendo, só comigo podes falar...
Eu queria tanto, mesmo tanto não sentir o que sinto, ser capaz de nos recusar este intento, mas é tão mais forte que eu...
Acaricias meu membro que cresce á medida que sente a tua mão, com um toque que só tu consegues transmitir... Tira-lo para fora e começas a ser-lhe querido, a acaricia-lo. Fica tão contente por te ver. Mete-lo na boca e eu perco-me em gemidos de prazer.
Quero-te junto a mim, dois corpos unidos pela paixão.A tua pele contra a minha enchendo-me de tesão. Quero as tuas mãos passeando pelo meu corpo, fazendo-me estremecer. E tu, dentro de mim, fazendo-me gemer e desfalecer.
Quero beijos e mordidas, nossos corpos delirando de prazer. Quero ser teu. Quero sexo selvagem até ao dia nascer...
Teu corpo linguagem pura e frágil, refugio da minha loucura, metade prazer, metade ternura...
Deixa-me ser teu... só aceitas meu corpo, quero que aceites minha alma e meu coração...
E quando acabamos... deixo-te no meu ninho e vou para o meu.
Mais uma vez perdi-me em ti... esqueci-me de mim, dei-te tudo o que tinha. Não sei amar outra pessoa.
Amo-te esporadicamente...

2 comentários:

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