segunda-feira, junho 26, 2006

No que me é (im)possivel... chegar a ti


E porque quando estamos tão perto, a distância torna-se o muro que não consigo alcançar para te tocar, para te dizer ou apenas para sorrir algo que nunca sorri.
E... por isso estás aqui, mas tão ausente, nunca tão ausente como agora.
A tristeza que em ti está, é a minha própria sombra, e a verdade ... é que a cada dia se torna tão real... o teu mundo é tão diferente do meu, as cores destoam, e o amor que ele precisa, não é o amor que eu tenho para lhe (te) dar.
O teu corpo permanece com o meu... a tua alma... fugiu da minha. E pela diferença se faz... que jamais serei capaz de te amar.
Mostro-me ao horizonte do teu mar... apenas para te ver passar na nau que trazes contigo a cada dia. Os meus pés apenas buscam a tua água... apenas buscam o que sempre (jamais) temeram... o salgado de um azul que eu não consigo pintar.

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